Mães de bebês prematuros podem ter licença remunerada ampliada
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quinta-feira, 01 de setembro de 2011
Redação FolhaWeb 
Andréa Cristina Correia, 36 anos, técnica em enfermagem, estava grávida de gêmeos, e uma incompetência istmo-cervical forçou os filhos a nascerem prematuros, com 25 semanas e cinco dias de gravidez. ''A Valentina nasceu primeiro com 805 gramas e 32 centímetros e o João Pedro com 820 gramas e 33 centímetros'', conta Andréa. Aos quatro dias de vida, João Pedro morreu. Valentina está internada na Unidade de Cuidados Intermediários do Hospital Universitário há 61 dias.
Os últimos meses têm sido desgastantes para Andréa, mãe pela primeira vez. ''O mais díficil é ver o quadro da minha filha e não poder fazer nada. O cansaço mental é muito grande, a gente fica abalada.'' E em breve, o prazo de licença-maternidade que Andréa conseguiu no emprego irá vencer. ''Tive direito a quatro meses de licença. Quando estiver mais próximo de vencer vou pedir para que meu médico escreva uma carta explicando minha situação a fim de prorrogar o prazo.''
Pensando em casos como o de Andréa, a Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) aprovou recentemente um projeto de lei da ex-senadora Marisa Serrano (PSDB-MT), que estende o salário-maternidade das seguradas da Previdência que tiverem filhos prematuros extremos pelo período necessário para fazer o acompanhamento hospitalar do recém-nascido. Saiba como funcionará a lei, e qual a importância para as mães e o desenvolvimento dos bebês na matéria de Davi Baldussi.
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