Lucilia Okamura
Cobrança de mensalidade e maus-tratos em crianças são algumas queixas feitas pela Associação dos Moradores do Jardim Leonor (zona oeste de Londrina) contra a direção da creche comunitária Antonio Augusto Faria. A presidente da entidade, Maria Inês Ribeiro, afirmou que as reclamações foram feitas por cerca de 20 mães.
Maria Inês esteve ontem de manhã na creche e disse que a principal queixa das moradoras é a cobrança mensal de R$ 15,00 por criança. ‘‘A maioria é carente, não tem condições de pagar’’, ressaltou. ‘‘Mas a diretora obriga a pagar, caso contrário, tira as crianças da creche.’’
Exibindo cópias de depoimentos que teriam sido prestados por moradoras, Maria Inês contou que as mães relataram que crianças com mais de três anos não tomam leite, apenas chá. ‘‘Várias empresas fazem doações para a creche, não tem como faltar mantimentos’’, disse. Ela disse ainda que algumas crianças seriam maltratadas - recebem puxões de orelha. ‘‘Elas não querem aparecer por medo de perder a vaga dos filhos.’’
Maria Inês informou que pretende fazer denúncia contra a presidente da creche, Adélia Luiz Gimenez, junto ao Conselho Tutelar e ao Juizado da Infância e Juventude. Segundo ela, os depoimentos com algumas mães foram gravados.
A presidente da creche, segundo os funcionários, está viajando e volta na segunda-feira. A funcionária Isabel Oliveira Novaes Rufino negou as as acusações. ‘‘Faz 11 anos que trabalho aqui e nunca houve maus-tratos contra crianças’’, ressaltou. Ela disse que as mensalidades são pagas somente pelas mães que podem contribuir. ‘‘Não exigimos de ninguém porque sabemos que muitas são carentes’’, afirmou. Sobre a queixa de que crianças maiores não ganham leite, afirmou que isso não acontece. ‘‘Recebemos muitas doações e nunca falta leite.’’

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