Londrina - Abalada e ainda sem acreditar na morte de Evelin Batista, 6 anos, sua única filha, a moradora de Ibiporã, Sheila Batista esteve, na tarde de ontem, no local do acidente, acompanhada por funcionários do Terminal Rodoviário, tentando entender como foi que sua filha morreu. A menina foi prensada em uma mureta por um ônibus da Viação Garcia, no final da manhã da última sexta-feira, quando tentava atravessar com a sua avó, a frente da guarita de entrada e saída dos ônibus na Avenida Dez de Dezembro (Centro). Francisca Siqueira Batista, 60, continua internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Evangélico.
Revoltada com a morte da menina, Sheila permaneceu por cerca de meia hora no local questionando como foi que o motorista conseguiu atingir sua filha. ''Como ele foi fazer uma curva tão fechada para pegar minha filha aqui?'', perguntou. ''Vou ficar parada aqui pra ver se o ônibus vai fazer a mesma coisa porque a impressão que dá agora é que tudo foi culpa da minha mãe'', lamentou.
Além do risco de acidentes, a falta de sinalização no local atrapalha a vida de turistas que circulam pelas proximidades da rodoviária. César Costa Junqueira, morador de Curitiba, já havia passado duas vezes por dentro da passagem, ontem, tentando encontrar o acesso de pedestres à rodoviária.
Peritos do Instituto de Criminalística de Londrina estiveram no local para apontar como foi que aconteceu o acidente e de quem seria a culpa da fatalidade. O laudo deve ficar pronto em dez dias. Até lá, a família continua sem entender nada e até mesmo sem receber nenhum tipo de apoio. ''Ninguém da empresa nos procurou no hospital. A vida inteira, minha mãe passou por esse mesmo trecho com seus seis filhos e isso nunca tinha acontecido antes. Minha filha ia fazer sete anos, no dia 26 de outubro. É muito difícil pra gente. Eu não quero nada de ninguém, só quero uma explicação'', desabafou a mãe da menina.
A gerência da Viação Garcia informou, em nota, que ''lamenta profundamente o acidente'', mas que vai aguardar o laudo da perícia para manifestar qualquer tipo de posicionamento. O motorista está afastado de sua função, mas continua recebendo apoio da empresa.

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