Cobrar explicações é uma situação igualmente ou talvez mais difícil para a mãe da faxineira Eunice Aparecida Rodrigues, assassinada há quase 2 meses, em um ponto de ônibus no Jardim União da Vitória (zona sul de Londrina) quando saia para trabalhar. Sem dinheiro e com pouco traquejo nos trâmites burocráticos, ela teme pela segurança dela e das três filhas de Eunice. ''Minha filha não era envolvida com drogas, era trabalhadora e aconteceu isso, então pode ser perigoso para a gente'', raciocina.
A morte de Eunice seguiu um ritual de execução bastante corriqueiro em Londrina: homem armado, de carona em uma motocicleta, alveja vítima e some. A única pista que a polícia tem é a descrição da motocicleta. Mais de dez pessoas entre familiares, vizinhos e testemunhas já foram ouvidas mas os policiais ainda não têm suspeitos.
Apesar da falta de pistas e hipóteses para a causa do crime, o delegado Roberto Hummig, titular do 4º Distrito Policial, promete elucidação próxima. ''Geralmente os crimes em Londrina ocorrem por acerto de contas, envolvimento com drogas ou briga recente. Este está dando um pouco mais de trabalho mas vamos solucionar logo'', garante o delegado. Segundo ele, duas pessoas serão ouvidas ainda esta semana.
Enquanto os assassinos não aparecem, dona Creuza se apega na religião para suportar as perdas e a dificuldade de criar as netas. ''Tô esperando a Justiça divina porque a da terra demora muito. Mas a gente deveria ter direito de ter essa também'', finaliza.

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