Mãe-social atende deficientes órfãos
Curitiba
Kraw PenasMaria Crisóstomo, com os filhos: Estou adorando a experiênciaA Apae/Curitiba comemora a Semana Nacional do Excepcional, de 24 a 30 de agosto, com o sucesso do programa Mãe-Social. No complexo da Apae no bairro de Santa Felicidade, já moram sete mães-sociais com 42 filhos e filhas adotivas. Todos são portadores de deficiência e órfãos.
O programa está no seu quinto ano e em cada uma das sete casas vivem até seis filhos adotivos, com as mais variadas idades. Eles passam o dia participando dos programas da Apae e voltam para casa no final da tarde. Estou adorando a experiência. Tenho três filhas adotivas, com 16, 25 e 28 anos. Vivo com elas e nos damos muito bem, como uma família mesmo, afirma a mãe-social Maria Aparecida Crisóstomo. Ela tem dois filhos de sangue que trabalham fora e vivem com a avó.
As casas foram construídas dentro do próprio complexo da Apae e as mães são mulheres sem marido. É interessante observar que a experiência não deu certo com os pais. Parece que os homens não têm paciência, disse a presidenta da associação, Jane Rodrigues.
Para ela, o maior problema enfrentado pela entidade continua sendo a falta de recursos. Temos uma folha de pagamento de R$ 150 mil e mesmo recebendo alguns repasses de convênios não conseguimos suprir as necessidades, diz Jane. A Apae mantêm 260 funcionários entre atendentes e profissionais da área médica.
A associação atende 572 pessoas portadoras de deficiência. Até o final do mês, a expectativa fica por conta das festividades da Semana do Excepcional e da viagem ao Beto Carrero World, no município de Penha (SC). A Apae ganhou 900 passes para distribuir entres as entidades que atendem excepcionais em Curitiba.
Atualmente as Apaes estão estruturadas em 236 municípios do Paraná. Só na área do ensino especial, elas são responsáveis pelo atendimento de 22 mil pessoas com vários tipos de deficiência.
Como parte das comemorações da Semana do Excepcional, o governador Jaime Lerner vai sancionar nos próximos dias a lei que cria o programa de eliminação de barreiras arquitetônicas e ambientais ao portador de deficiência em todo o território paranaense.





