Na falta de uma arma de brinquedo para brincar de ''polícia e ladrão'' com os colegas do condomínio, o estudante Rodrigo Otávio Kalinowiski inventa uma arma com os dedos. Sua mãe, a engenheira civil Mara Lúcia Pereira Kalinowiski afirma ser contrária a esse tipo de brinquedo, mas diz que Rodrigo, seu filho mais novo, adora brincar de polícia e ladrão com o amigos. ''Ele vive pedindo para comprar uma arma de brinquedo, mas me recuso a dar um presente desse'', afirma.
Mara diz, no entanto, que seu filho tem uma pistola d'água que ela libera apenas quando vão passar as férias na praia. ''Mesmo sendo inofensivo, não acho um brinquedo muito legal para crianças. Mas quando vamos à praia as crianças fazem a maior bagunça com a pistola, até meu marido entra na farra'', diz.
A engenheira lembra que no aniversário deste ano, o garoto ganhou de presente uma espingarda de pressão que atirava bolinhas de plástico. ''Ele adorou, mas como era comprada no camelódro, a qualidade não era muito boa e logo desmontou. Aproveitei para sumir com aquilo de casa'', afirma.
Mara diz que sempre conversa com os filhos três ao todo para alertá-los sobre os perigos que esses brinquedos e mesmo atitudes mais violentas podem trazer. ''Meu filho mais velho foi vítima de um assalto e desde então anda meio assustado. Então, quando eles brincam de lutar e acabam brincando, ou o mais novo pede esse tipo de brinquedo, digo que eles podem ficar como os meninos que roubaram meu filho'', comenta.

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