Campo Mourão - Sete anos depois de ter dado para adoção a filha com menos de um mês de vida, a dona-de-casa Marli Gomes dos Santos, 25, se queixa que está sendo impedida de ver a menina pelos pais adotivos. A mãe biológica conta que entregou a filha para adoção porque não tinha condições financeiras de cuidar de mais uma criança e porque estava deprimida. Apesar de na época ter apenas 18 anos, Marli já tinha outras duas meninas e havia se separado do marido. Hoje as filhas mais velhas têm 10 e 9 anos e vivem com o pai, que se casou novamente.
Marli afirmou que fez visitas frequentes à filha até a menina completar três anos. Ela disse que chegou a ir à escola para ver a filha, mas que não conversou com a filha. ''Fiquei doente e tive que me tratar com um psiquiatra. Só quero ver minha filha''.
O pai adotivo da menina, P. L., disse ontem que não foi feito acordo, mas que Marli pôde visitar a filha até os dois anos e meio. ''Mas quando a criança começou a entender as coisas, percebemos que ela (Marli) estava atrapalhando a menina'', contou. De acordo com ele, Marli passou a ''perturbar e incomadar'' a criança, o que obrigou a família até a transferi-la de escola. O pai adotivo informou que pode permitir futuramente que Marli volte a visitar a filha, ''se ela se comportar''.
A assistente social da Vara de Criança e Adolescente, Angelina Celilo Machado, informou que como se trata de um caso de adoção legal. ''Ela teve um prazo para se arrepender. Adoção não tem volta'', explicou.

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