A dor imensa ainda machuca o coração mas a mãe de Jheniffer da Paixão Sper, 18 anos, garante que não vai descansar enquanto não ver o responsável (ou responsáveis) pela morte da filha preso, julgado e condenado. A jovem foi morta com pancadas na cabeça e o corpo foi encontrado no dia 13 de outubro deste ano, na Zona Leste de Londrina. O caso de Jheniffer integra uma lista de seis outros assassinatos de mulheres, acontecidos desde 2002, que ainda não foram solucionados e a mãe pretende unir esforços com familiares das demais vítimas para, juntos, cobrarem por justiça.
Sem se identificar por medo de represálias, a mãe apontou que decidiu tomar a iniciativa de procurar os familiares de outras vítimas após ler a reportagem publicada pela Folha no último sábado mostrando que as investigações sobre o assassinato de seis mulheres, incluindo sua filha, caminham a passos lentos. ''Quero me sentir mais confortável. No dia em que soube da morte dela, cheguei a me revoltar com Deus, mas talvez Ele a tenha levado para poupá-la de coisas piores. Mesmo assim, daria tudo para ter a minha filha de volta'', comentou.
A mãe ficou revoltada com o tratamento dado pela imprensa quando o corpo da filha foi encontrado numa via marginal à Estrada dos Pioneiros. ''Disseram que ela era garota de programa e drogada, como se isso justificasse o que fizeram com ela. Ninguém se preocupou em questionar quem poderia ter cometido o crime'', desabafou. A mãe não nega que Jheniffer era viciada em crack e que para, sustentar o vício, a jovem eventualmente também se prostituia. No entanto, nas últimas semanas antes de ser morta, Jheniffer havia se internado em uma clínica e estava procurando emprego.
Quem tiver informação que possa ajudar no esclarecimento da morte de sua filha e contribuir para que o culpado (ou culpados) seja encontrado, pode ligar para anonimamente para o 197 (disque-denúncia da Polícia Civil) ou para a redação da Folha (3374-2175).

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