A dona de casa Ivani Alves Bezerra, 40 anos, de Ibaiti (80 km ao sul de Jacarezinho) quer saber a verdadeira causa da morte de seu filho, Fábio Júnior Alves, 8 anos. Ele morreu na quarta-feira à 18h15, assim que deu entrada na Santa Casa de Ourinhos (SP). Antes, porém, o garoto foi internado na Fundação Hospitalar de Saúde Municipal de Ibaiti, apresentando dores na barriga e quadro alérgico.
Segundo Ivani Alves, no domingo de manhã, Fábio acordou queixando-se de dores de barriga e apresentando ‘‘grosseirões’’ no corpo. ‘‘Levamos para o hospital. Ele foi medicado com antialérgicos e depois voltou para casa’’. À noite o garoto teve febre e voltou para o hospital. ‘‘Mandaram continuar com a medicação em casa. Mas na segunda-feira pela manhã ele teve uma convulsão e voltou para o hospital’’, informou a mãe.
Com um quadro de enrijecimento da nuca e contração do abdômen, Fábio foi submetido a exames de meningite, que deram negativo. Em seguida, os médicos diagnosticaram apendicite. ‘‘Na terça-feira de manhã, ele foi operado de apendicite e só acordou na madrugada de quarta-feira se contraindo e com muita dor nas costas’’, lembrou Ivani. Segundo ela, após uma série de raios X, o garoto foi encaminhado para Ourinhos (SP), único hospital que cedeu vaga na Unidade de Terapia Intensiva.
‘‘Assim que chegamos ele morreu e o laudo deu broncopneumonia. Eu não sei quem estava equivocado nesta história. Para mim, o que houve foi erro médico’’, afirmou a mãe.
O diretor-clínico do hospital de Ibaiti, Davi Kochen, contestou as afirmações. Ele disse que todos os procedimentos médicos foram tomados, porém o quadro clínico dele evoluiu muito rápido para uma septicemia (infecção generalizada). ‘‘O menino chegou com um quadro alérgico. Foi medicado imediatamente. Melhorou e teve alta. Depois apresentou apendicite de grau 1 (início de erutização). O quadro piorou muito rápido e a pneumonia é uma consequência da infecção que ele apresentava, que já lhe causara insuficiência respiratória’’, explicou o médico.
Segundo ele, a broncopneumonia é uma consequência do quadro que o menino apresentava.
A administração do hospital garante que está tomando as medidas necessárias para esclarecer o caso. ‘‘Por enquanto tem muita história distorcida’’, disse o administrador do hospital, João Carlos Licheski Júnior.
Segundo ele, após a morte, um dos funcionários do hospital ouviu o comentário de que o garoto teria comido castanhas Tung, usadas para fazer sabão. ‘‘Isso é altamente venenoso. Só que esta hipótese só nos foi passada agora’’, disse Licheski. A informação sobre a ingestão das castanhas ainda não foi confirmada.
Ontem à tarde, a mãe do garoto esteve na delegacia de Ibaiti para registrar queixa contra o hospital.

mockup