Mãe quer ajuda para tratamento de criança
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sexta-feira, 18 de dezembro de 1998
Osmani Costa 
A dona de casa Nair de Oliveira Thibes, 44 anos, residente em Londrina, embarcou na noite de ontem de ônibus para Curitiba, em busca de ajuda para tentar resolver o problema de saúde do seu filho Luiz Henrique, de nove anos. O menino está internado desde terça-feira no Hospital Psiquiátrico Adalto Botelho.
Segundo ela - que foi enfermeira 17 anos e há três deixou de trabalhar para cuidar do filho -, laudos médicos definem que Luiz Henrique sofre de uma doença mental rara no Brasil, a Síndrome de Heller. Esta síndrome, que é um transtorno desintegrativo da infância, pode causar crises convulsivas generalizadas e torna a criança hiperativa. Nair afirma que o hospital Aldo Botelho não é o adequado para o tratamento da doença de Luiz Henrique.
ReproduçãoLuiz Henrique: problema agravadoDe acordo com informações passadas a Nair Thibes por médicos de Curitiba, que descobriram a doença em Luiz Henrique há pouco mais de dois meses, este seria o primeiro caso da Síndrome de Heller no Paraná e o segundo no País. O primeiro é o de um menino que mora em Campinas, no interior de São Paulo. Estou apavorada com as notícias que chegaram hoje de Curitiba. Segundo os médicos, meu filho está correndo sério risco de vida se não for tratado em uma clínica especializada imediatamente, afirmou ela ontem à tarde.
Nair Thibes explicou que o problema maior é a falta de recursos para o tratamento em uma clínica particular, porque o Sistema Único de Saúde (SUS) não cobre este tipo de atendimento. O ideal, segundo os médicos, seria interná-lo na clínica curitibana Lar do Aconchego, mas ela é particular. E este tratamento custa em torno de R$ 1.500,00 mensais. Não tenho este dinheiro. Por isto, estou pedindo às autoridades estaduais e municipais para que me ajudem, garantindo o atendimento e a vida de meu filho.
A mãe contou que o menino apresenta problemas de saúde desde os nove meses de idade, mas que a situação se agravou há cerca de seis anos, quando o pai dele, Luiz Carlos Thibes, foi preso por crime de assassinato. O pai foi condenado a 18 anos de prisão e cumpre pena na Penitenciária Estadual de Londrina. Luiz Henrique sentiu muito a falta do pai; isto repercutiu negativamente na saúde dele. O menino ficou muito superagitado, impaciente. Tanto que o apelido dele no bairro é furacão, ressaltou Nair Thibes.
Segundo ela, o menino começou a tomar calmantes com dois anos de idade e já frequentou durante seis anos a escola especial da Apae. Infelizmente, ele não conseguiu grandes avanços na escola. Luiz Henrique já tomou todos os tipos de calmante que existem, mas eles não fazem mais efeito. Meu filho necessita de um tratamento especializado e urgente. É só isto que eu quero na minha vida.


