Uma dona-de-casa e dois de seus filhos, um deles bebê de colo, foram presenças inesperadas na cerimônia de assinatura do convênio Formando Cidadão. Marli Telles, moradora do bairro Alto Boqueirão, ficou sabendo do lançamento através de familiares e foi até o local para solicitar às autoridades que acolhessem o filho Juarez Rodolfo, 12 anos, no programa. ‘‘Ele não obedece ninguém, vive nas ruas pedindo dinheiro’’, conta a mãe. ‘‘Não sabemos mais o que fazer.’’ O garoto confirma que já faltou muitas vezes às aulas para ficar na rua, cuidando dos carros ou pedindo esmola nas esquinas. ‘‘Eu faço isso porque quero ter o meu próprio dinheiro’’, diz Juarez.
Marli explicou que o pai é pedreiro e que a renda mensal da família, com quatro filhos, é de R$ 150,00. ‘‘Apesar disso, nunca faltou comida em casa’’, garante a mãe do garoto. Segundo Juarez, muitas vezes o valor que recolhe na rua é repassado para a mãe. ‘‘Eu queria entrar neste programa porque sonho em ser do Exército ou da Marinha’’, diz o garoto. Ele será acolhido pelo programa ‘‘Da Rua para a Escola’’ porque no Formando Cidadão não há mais vagas.

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