‘‘O preconceito vai existir sempre, a sociedade é hipócrita’’, afirma Maria, 31 anos, mãe de Murilo, 4 anos (nomes fictícios), ambos portadores do vírus HIV. A mãe descobriu o vírus há 10 anos, após o parto do primeiro filho que morreu por outros problemas. Ela foi infectada pelo marido, falecido há 4 anos.
Maria casou-se novamente e nunca escondeu do marido, pai de Murilo, seu problema, mas ele nunca quis fazer o exame. Durante a gravidez de Murilo, Maria fez o tratamento para impedir a infecção do bebê, mas não teve sucesso. Murilo teve uma pneumonia aos três meses que confirmou a presença do vírus. A mãe conta que ele não sabe da doença, por considerá-lo muito pequeno, mas é orientado para os cuidados necessários para si e para não infecctar outras pessoas. Ambos tomam medicamentos acompanhados pelo Centro Integrado de Doenças Infecciosas, da 17ª Regional de Saúde.
Para Maria, a doença não a impede de levar uma vida normal, mas apesar de participar dos grupos de apoio aos portadores, não se considera apta a assumir publicamente. ‘‘Meus vizinhos não sabem que sou portadora do HIV’’.

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