Curitiba - A mãe da menina de meses de idade que teria sido vendida nega ter negociado a criança. O caso está sendo investigado pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crime (Nucria), desde quarta-feira. "Me levaram lá para assinar o papel (de termo de adoção) e eu disse que queria minha filha", afirmou a jovem, de 23 anos. A moça e o pai da criança acusam o avô materno e a mulher dele de terem levado a criança sem o consentimento da mãe.
Segundo a moça, ela morava com uma amiga, no mesmo bairro Cajuru, onde também mora sua família e o pai do bebê, de 19 anos. Ela contou que no dia 1º de dezembro resolveu ir embora da casa da amiga e ir para a casa de seu pai, onde teria sido recebida pela madrasta. "Cheguei em casa com a menina. Bati no portão e ela (a madrasta) atendeu. Ela disse que eu poderia entrar, mas minha filha, não". Mesmo com a susposta afirmação da madrasta, ela teria conseguido ficar na casa, onde teria sido maltratada pelo pai, avô da criança. "Meu pai (o avô do bebê) me prendia dentro de casa. Só saí para levar a menina no médico e para batizar", contou a jovem.
A mãe ainda afirmou que, ao descobrir que o avô da menina e a esposa dele, supostamente, queriam vender a criança, saiu de casa e foi até a casa de uma amiga para se aconselhar. Mas, quando teria retornado, a criança já não estava mais lá. Segundo ela, a bebê teria sido entregue a um casal, que teria levado para outro casal, em uma cidade próxima a Cascavel. Enquanto estaria ocorrendo a venda, por uma cesta básica e R$ 50 reais mensais, o pai da menina estaria já atrás da criança. "O pai da menina a procura desde setembro", comentou uma amiga do pai do bebê.
Ao reencontrar a moça, o pai da criança teria procurado o 6º Distrito Policial (DP), que encaminhou o caso ao Nucria. A Secretaria da Segurança Pública (Sesp) informou que se pronunciará apenas quando o caso for resolvido.

Rodoferroviária
Já a menina de cerca de 15 dias de vida encontrada no banheiro feminino da Rodoferroviária de Curitiba, na terça-feira à noite, ainda está internada no Hospital Pequeno Príncipe. No final de semana ela deverá receber alta e será levada para um abrigo.

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