Londrina - É grave o estado de saúde da menina de cinco anos que teve quase 30% do corpo queimado com álcool dentro de casa, na noite da última sexta-feira, na Zona Sul. A criança, que só foi socorrida 14 horas depois da agressão, está internada na UTI Pediátrica do Hospital Universitário. Principal suspeita do crime, a mãe da menina, foi ouvida ontem de manhã, no Conselho Tutelar Sul, que acompanha o caso.
De acordo com a conselheira Ana Lúcia Walichek, a mulher continua negando o crime. Em depoimento, ela confirmou ter agredido o filho mais velho em 2005 (o menino, na época com apenas cinco anos, foi retirado da mãe e há mais de três anos está abrigado em uma instituição), mas afirma que neste caso é inocente. "Ela nega ter colocado fogo na filha", afirma. Quanto à omissão de socorro, a mãe alegou que não tinha como socorrer a criança e que resolveu esperar o marido voltar de viagem. Quando a criança deu entrada no hospital, o Conselho Tutelar foi acionado. Segundo relato da conselheira Marina Bárbara, quem primeiro atendeu a ocorrência, a criança teria informado aos socorristas do Siate que a mãe seria a responsável pelo crime.
A reportagem da FOLHA tentou falar pelo celular com a mulher, que se negou a dar informações e desligou o telefone. Numa segunda tentativa, o marido afirmou que já contratou um advogado e vai seguir suas orientações. Ele vai tentar solicitar a guarda das filhas. A promotora da 1ª Vara Criminal, Susana Feitosa de Lacerda, avalia a documentação sobre o caso.

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