A doméstica Lourdes Maria da Silva, mãe de Ana Caroline da Silva Vanderlei, 12 anos, que morreu na última quarta-feira, não acredita que a menina tenha sido vítima de uma infecção provocada por vírus, como supõe a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, que avalia as hipóteses de hepatite, leptospirose e hantavirose. O resultado do laudo pericial deve ficar pronto no final da próxima semana. Mas para Lourdes, sua filha morreu em decorrência de um soco no olho dado pelo menor D.A.R.S., também de 12 anos, no dia 28 de agosto.
Contrariando a crença da mãe, a reportagem constatou que são grandes as possibilidades da menina ter sido infectada por um vírus, dadas as condições sanitárias da residência e da área próxima. A residência fica a poucos metros de uma grande área de várzea e mato do Jardim Santa Fé (zona leste de Londrina), um ambiente propício para o aparecimento de ratos, que podem transmitir tanto leptospirose quanto a hantavirose. ''Antes de eu arrumar os dois gatos aparecia uns ratos aqui, mas depois acabou'', contou Lourdes. Além dos felinos, a doméstica ainda tem um cachorro. A mãe e quatro filhos vivem há nove anos em uma casa de apenas dois pequenos cômodos, que não conta com banheiro, apenas uma fossa no quintal.
Mesmo assim, Lourdes disse que a menina ''não tinha nada'' antes de se envolver na briga. ''Depois que ela levou o soco é que começou a passar mal'', disse. No sábado, dia 31 de agosto, a menina foi atendida no Hospital da Zona Norte e retornou para casa. ''Eles não medicaram minha filha e passaram um monte de remédio que iria pegar no posto somente na segunda-feira'', denunciou a mãe. No domingo, a saúde da garota piorou e ela teve que ser internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Universitário. Seu quadro piorou e, na quarta-feira, a menina morreu vítima de infecção generalizada.

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