Mãe luta para recuperar filha
Mãe luta para recuperar filha
James Alberti
Albari RosaA professora Franciane Heinisch acusa o marido Pedro Miguel de ter raptado sua filha e a levado para Portugal. Hoje, a Justiça decide se libera o pai e o irmão de Pedro, acusados de terem participado do suposto sequestroO fim do pesadelo da professora Franciane Heinisch, 25 anos, depende do julgamento do juiz Cláudio Nunes Nascimento. Ele decide hoje se defere ou não o habeas corpus para liberar os altos funcionários da Itaipu Antônio Violante da Costa, 64 anos, e o filho, José António de Almeida Neves Violante da Costa, 34 anos, acusados de participar do sequestro da filha de Franciane, a menina Paula Violante da Costa, 4 anos.
Antônio é pai e José é irmão de Pedro Miguel de Almeida Neves Violante da Costa, 28 anos, pai da menina e acusado do crime. Os dois foram presos anteontem, por determinação do juiz da comarca de Rio Negro (PR), Hélio César Engelhardt, onde vivia Franciane e a filha em 1996, data do sequestro. A manutenção da prisão deles é a única maneira que tenho de ver minha filha de novo, disse a professora, chorando.
Depois do sequestro, Pedro teria viajado para Porto Seguro, onde conseguiu a liberação de um juiz para sair do Brasil com a criança, através do depoimento falso de duas testemunhas. De lá teria embarcado para Portugal, onde estariam vivendo. Conforme o delegado-chefe do Serviço de Investigação de Crianças Desaparecidas (Sicride), Harry Carlos Herbert, Pedro teria alegado que a mãe tinha abandonado a menina para viver com outro homem e que ele não sabia o endereço de Franciane, por isso, não tinha como pedir a permissão dela para que a criança pudesse deixar o País.
Foi o delegado Herbert quem pediu a prisão preventiva do pai e do irmão de Pedro. Ele disse que recolheu provas que indicam a participação dos dois no crime. Para o delegado, o pai de Pedro garantiu a Franciane que a criança seria devolvida logo após passar o final de semana com o pai. Herbert disse que Antônio teria mentido para ele durante as investigações, para proteger o filho e esconder a criança. O irmão de Pedro confessou que foi junto buscar a menina na casa de Franciane. O delegado disse que os acusados negam o envolvimento no sequestro e que eles se negam a falar com a imprensa.
Abatida, Franciane disse que teme que Pedro tenha dito para a filha que ela morreu. É desesperador viver sem minha filha... eu nunca tinha ficado longe dela, conta. Ela disse que dorme e acorda pensando na criança e que muitas vezes pensou em morrer. Não tenho como viver sem minha filha. Minha vida se tornou uma busca, disse ela, que já esteve na Interpol e com o secretário de Segurança Pública do Paraná, Rubens Abrahão Tanure.





