Maringá - A delegada Elza da Silva, da Delegacia da Mulher de Maringá, indiciou ontem a dona-de-casa J.S., 33 anos, e o companheiro dela, o vigia L.D.P, 58, por estupro, cárcere privado e abandono. O vigia é acusado de estuprar a filha de 13 anos de idade de J.S. A violência sexual ocorria há mais de três anos.
Segundo a delegada, a mãe foi indiciada por co-autoria porque permitia os abusos e ainda mantia a menina na mesma cama do casal. ''Não consigo acreditar que a mãe nunca pôde fazer nada, nem ao menos bater no companheiro com uma panela de pressão para impedir os abusos contra a própria filha'', afirmou Elza. A delegada contou que indiciou os dois por crime de abandono porque eles retiraram a menina da escola.
Na delegacia, o vigia confirmou a violência sexual e disse que a menina o ''provocava''. Já a mãe alegou que nada podia fazer porque era ameaçada de morte e mantida presa em casa junto com a filha. Segundo Elza, a polícia só ficou sabendo da denúncia porque a menina conseguiu falar sobre os abusos que também incluíam surras com uma cunhada do vigia.
A cunhada procurou a delegada na última sexta-feira. A partir daí, começaram as investigações. No final da tarde de anteontem, a polícia conseguiu prender o vigia em flagrante por cárcere privado. L.D.P. está preso na 9 Subdivisão Policial de Maringá. A mãe vai responder o processo em liberdade. A delegada afirmou que vai pedir a prisão preventiva do vigia. A menina foi levada para a casa de parentes.

mockup