Mãe e filhos fortalecem união com tatuagem
A secretária Cleide Bezerra Moreno, 41 anos, já se acostumou com o assédio das pessoas em relação à tatuagem que ostenta com orgulho no pulso esquerdo. ''Muita gente pergunta se é de verdade'', diverte-se. Mas quando ela revela que foi um presente de dia das mães dos filhos Thiago Cesar Moreno, 21, e Lucas Bezerra Moreno, 18 anos, o estranhamento dá lugar aos elogios.
Thiago, que cursa Administração de Empresas, conta que a idéia surgiu porque a mãe sempre comentava que gostaria de fazer uma tatuagem mas nunca se decidia. Ele que já havia feito uma ''tattoo'' há cinco anos também nutria a vontade de fazer outra junto com o irmão caçula. Unindo o útil ao agradável, os dois planejaram, então, uma homenagem a três e no dia das mães deste ano, a família marcou hora em um estúdio e realizou o desejo ela tatuou um ideograma que significa mãe; eles tatuaram outros que significam irmão mais velho e irmão mais novo.
Depois de pronta, Cleide conta que sentiu um frio na barriga mas a tatuagem lhe trouxe uma sensação de que a família estava mais próxima. ''Um dia fiz uma viagem e tive que ficar longe deles, mas a tatuagem acabou passando a impressão de que a gente continuava perto um do outro'', relembra. E quando conta a sua história, até os colegas mais sérios dizem que vão repensar o fato.
Os filhos também sentiram a diferença não só no corpo mas também no coração. ''Nos dois ficamos mais unidos'', afirma Thiago. Ele diz que não se arrendeu nem um pouco de ter feito, mesmo tendo que disfarçar por força da profissão. ''Num teste de estágio, a entrevistadora pediu para eu procurar esconder um pouco o desenho'', revela. O irmão caçula também diz que alguns amigos ainda estranham mas ninguém chega a discriminar. Nada, entretanto, que lhe cause desconforto, já que entre as meninas o sucesso da tatuagem é grande.





