Mãe e filha são assassinadas em sítio
Sid Sauer
Enviado a Luiziana
A dona de casa Cleuza Sacomã de Almeida Pires, 40 anos, e a filha, Lilian de Almeida Pires, 14, foram assassinadas anteontem à noite num sítio entre Iretama e Luiziana, a 46 quilômetros de Campo Mourão. Os corpos foram encontrados por volta das 21 horas pelo marido de Cleuza e pai de Lilian, José de Almeida Pires Neto, 46 anos. A polícia de Luiziana, que atendeu a ocorrência, acredita que o crime tenha acontecido por volta das 19h30. Não houve testemunhas.
Em 17 anos na polícia nunca vi um crime tão bárbaro, disse ontem o delegado de Luiziana, Írio de Medeiros. Segundo ele, o corpo da menina foi encontrado em frente à casa em que morava com o pai e com a mãe, donos do sítio de 20 alqueires. Lilian tinha apenas um corte no pescoço. As marcas de sangue mostravam que ela ainda andou cerca de 15 metros até cair e morrer. O corpo de Cleuza estava nos fundos da casa e só foi encontrado depois.
O marido contou à polícia que chegou em casa e encontrou o corpo da filha, mas não viu sinais da mulher. Ele foi à procura de ajuda de vizinhos, que iniciaram as buscas. O corpo de Cleuza estava perto de uma tulha. Além do corte no pescoço, ela também levou uma pancada na cabeça que partiu o crânio. Almeida disse também que viu a mulher pela última vez às 17h30, quando ela levou café para ele, que estava trabalhando no sítio, numa área afastada da casa.
Até ontem à tarde, a polícia não tinha nenhuma pista. Ninguém viu nada e ninguém sabe de nada que pudesse levar alguém a praticar o crime, diz o delegado. Nada foi roubado da propriedade. A polícia estranha, no entanto, o fato da menina ter morrido com a carteira do pai na mão. A carteira continha talão de cheques, cartão de crédito e os documentos de um caminhão Mercedes 608, que estava na propriedade. Se era assalto, por que nada foi levado?, questiona.
Medeiros frisa ainda que não havia sinais de que Cleuza tivesse manifestado algum tipo de reação. Também não havia nenhum sinal de que pudesse ter ocorrido violência sexual contra a menina ou a mãe. As armas usadas no crime não foram encontradas. Os vizinhos mais próximos moram a cerca de mil metros de distância. Apesar do caso ter sido atendido pela polícia de Luiziana, o sítio fica em Iretama e será a polícia desta cidade que seguirá com as investigações.
O delegado de Luiziana reclama que está há três anos sem uma viatura. Nosso município tem mais de 900 quilômetros quadrados de extensão e fica difícil trabalhar a pé, ressalta. Luiziana tem 906 quilômetros quadrados e é o maior município da região de Campo Mourão. A única viatura existente no município é uma Ipanema da Polícia Militar, que conta com um efetivo de seis policiais, mas somente dois trabalham de cada vez.





