Mãe e filha passam no vestibular da UEL
Dorico da SilvaCalourosMárcia Cristina e Maria Ester (filha e mãe), ao lado de Alan: alunos do cursinho gratuito e, agora, novos estudantes da UELAlan Mizael Flausino, 20 anos, acaba de ser aprovado no vestibular para Geografia, na UEL. Ele ainda tem esperança de ser chamado na segunda convocação de julho, no curso de Administração, também da UEL. O rapaz, que mora no patrimônio Selva (zona sul de Londrina), trabalha no Departamento de Medicina Veterinária da própria Universidade e frequentou o cursinho no último ano. É supercansativo. Para nós, jovens, ainda é mais difícil porque temos que nos privar de muita coisa, comenta.
Além de frequentar as aulas, Alan diz que dedicou todo o tempo livre para o estudo. Durante o horário de almoço (duas horas) aproveitava para revisar as matérias.
Na casa da família Nagj, em Cambé (13 quilômetros a oeste de Londrina), a comemoração foi em dobro na terça-feira, quando saiu o resultado do vestibular da UEL. Maria Ester Nagj, 42 anos, e a filha Márcia Cristina Nagj da Silva, 19 - ambas alunas do cursinho -, foram aprovadas. A primeira em Ciências Sociais e a segunda, em Matemática.
A aprovação teve um sabor de vitória para Maria Ester, que só foi fazer o 1º grau aos 16 anos. Ela conta que o marido a incentivou, apesar do compromisso diário com a escola. A única crítica que eu faço é que a UEL não tem uma sala específica para a gente. O coordenador administrativo lembra que eles utilizam um dos anfiteatros do Centro de Ciências Biológicas e, quando há eventos, precisam se deslocar para outro local.
Márcia Cristina acredita que não teria conseguido passar no concurso se não fosse o cursinho. Eu fiz magistério. E não tive preparação para o vestibular. Ela reconhece que é preciso muita persistência para frequentar as aulas de segunda a segunda. É puxado. Não dá nem para sair. Só estudar mesmo, ressalta a moça, que é casada e tem uma filha de dois anos.





