Mãe é doméstica e avô é catador de recicláveis A empregada doméstica Rita Aparecida de Souza chegou a ser encaminhada para o Hospital Universitário de Maringá (HUM) na madrugada de ontem. Ela não sofreu queimaduras e foi liberada logo pela manhã. Sem condições psicológicas de preparar o enterro dos filhos, ela se manteve na casa da irmã Maria Aparecida Leo de Souza, 35 anos. Familiares e amigos providenciaram o velório e enterro dos corpos. Para sustentar os filhos e o sobrinho que vivia com ela há oito anos, Rita Aparecida também contava com a ajuda do pai que, além da aposentadoria de um salário mínino, recolhia lixo reciclável. No quintal da casa destruída pelo incêndio, só restaram parte do lixo acumulado por João Abel e as roupas dos moradores. Os corpos das crianças foram liberados pelo Instituto Médico-Legal (IML) às 14 horas. Dois corpos foram encontrados pelos bombeiros bem próximos um do outro. O laudo da Polícia Técnica sobre a causa do incêndio só deve ser apresentado em 30 dias. (L.P.)

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