Aos gritos de ''fui roubada, me dá minha filha'', L.F.S.R., 25 anos, teve que ser contida por policiais militares, ontem de manhã, na frente do Hospital Zona Norte (HZN), em Londrina. A mulher reclama que teve a filha de um ano de idade retirada de sua casa, em São Paulo, pela avó, uma comerciante de Maringá. A avó teria conseguido embarcar num ônibus, sem apresentar documentos da criança, viajando até Londrina, onde a garota foi internada com pneumonia.
Impedida de entrar no hospital sem a presença de um representante do Conselho Tutelar, a mãe ficou muito nervosa e os funcionários do hospital chamaram a polícia. Ao reagir, ela recebeu voz de prisão e ficou algemada por alguns minutos. Depois de entrarem em luta corporal com a jovem, que acabou se acalmando, os soldados tiraram as algemas.
O caso foi encaminhado para o 5º Distrito Policial (DP) na Zona Norte, mas os procedimentos devem ficar a cargo do delegado da 18º Distrito Policial, de São Paulo, onde L. registrou boletim de ocorrência, denunciando o suposto crime. A mãe contou à polícia que teria hospedado a avó da criança em sua casa. O pai do bebê teria morrido assassinado quando ela estava no início da gravidez.
A avó afirmou que resolveu levar a neta porque ela estaria sendo mal cuidada. ''Minha neta passou mal e a mãe dela dizia que era birra. Então, peguei a garota e levei para o Hospital Cândido Fontana. Quando teve alta resolvi trazer ela''. A intenção da avó era levar a menina para Maringá mas como o bebê estava doente, ela decidiu desembarcar em Londrina.
A mãe do bebê descobriu que a avó estava em Londrina quando esta ligou para o celular dela, conseguindo localizá-la através do identificador de chamadas do aparelho. A avó disse ao delegado Marcos Belinati que vai entrar na Justiça com um pedido de guarda da neta. ''A Justiça é que vai decidir quem deve ficar com a menina. Por enquanto, ela fica com a mãe'', ressaltou Belinati, acrescentando que foi feito um Termo Circunstanciado contra a vó da menina.
A conselheira de plantão do Conselho Tutelar de Londrina, Izabel Lopes do Nascimento, que acompanhou o caso, disse que, aparentemente, a menina não sofre maus tratos e deve ficar com a mãe. Finalmente, depois de esperar cerca de 7 horas, desde que desembarcou em Londrina, L. conseguiu ver a filha no hospital.

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