Vânia Moreira
De Umuarama
A Polícia de Umuarama instaurou ontem inquérito para apurar denúncias sobre a venda de um bebê de dois meses. O menino teria sido vendido pela mãe, a camareira Sandra da Silva, 24 anos, por R$ 800,00 para uma família ainda não identificada.
A denúncia foi feita por parentes do pai da criança, o pedreiro Robson da Silva, que está separado da mulher. Durante uma briga, Sandra teria dito ao ex-marido que vendeu o bebê quando ele nasceu.
Segundo o delegado Sebastião Viera Filho, Sandra negou no depoimento que tivesse vendido o bebê chamado Rafael. Ela afirma que doou a criança porque não tinha condições de criá-la. Sandra e o marido se separaram quando ela estava no quinto mês de gravidez. A camareira disse que depois do parto entregou a criança a uma família que não conhece e que teria sido indicada por uma funcionária do Hospital Nossa Senhora Aparecida, Idalva da Silva Marta. A funcionária nega qualquer envolvimento no caso.
Vieira Filho informou que existem muitas contradições e a história ainda está muito confusa. Ele vai ouvir novamente todos os envolvidos para apurar o quê realmente aconteceu e tentar localizar a criança.
‘‘Ainda não temos indícios suficientes de que o bebê tenha sido vendido’’, informou. Sandra não fez o registro de nascimento do bebê. Ele pode ter sido registrado em nome da família para quem foi entregue, o que é crime previsto no Código Penal.

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