Mãe de Zanella diz que lentidão de juiz favorece Fowler
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 04 de dezembro de 1998
James Alberti e Israel Reinstein 
A mãe do jovem Rafael Zanella, Elisabetha Zanella, considera que a Justiça estaria protegendo o delegado Maurício Fowler - acusado de ser co-autor da morte de seu filho e mentor da farsa que tentou mostrar o rapaz como traficante. Elisabetha entende que a demora do juiz da 6ª Vara Criminal, Glaldemir Vidal Antunes Panizzi, em conceder o mandado de prisão preventiva contra Fowler é proposital. Ela insinua que o fato de o delegado ser filho de um ex-procurador de Justiça está provocando uma ação corporativa pelo Judiciário. O juiz Glaldemir Panizzi foi procurado pela Folha, mas não foi encontrado.
Elisabetha diz que o processo contra os mentores do crime estaria demorando. Em um ano e meio, o processo interno contra o delegado titular do 12º Distrito Policial na época do crime, Francisco Batista da Costa, do delegado-adjunto Maurício Fowler, do superintendente da delegacia, Daniel Santiago Cortez, e do escrivão Carlos Henrique Dias não foi concluído.
Na avaliação da mãe de Zanella, não seria justo condenar apenas simples investigadores, deixando de fora os mentores que tentaram por no lixo o nome do meu filho. Os policiais envolvidos diretamente na morte de Zanella teriam colocado maconha e uma arma ao lado do corpo do estudante, assassinado numa abordagem policial em maio do ano passado, em Curitiba.
Ontem, foram ouvidas duas testemunhas de defesa do delegado Fowler. Mas de acordo com o advogado de Elisabetha, Julio Militão, não acrescentaram nada.


