Mãe de vítima critica Justiça
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quarta-feira, 06 de fevereiro de 2002
Emerson Dias Reportagem Local 
Estou cansada de batalhar para que o assassino do meu filho seja condenado. A morosidade impera na Justiça deste País, desabafou Nadir Medeiros Figueiredo, mãe do estudante Cristian César Moretto, que morreu há cinco anos, após ser baleado em uma da lanchonetes mais movimentadas da zona leste de Londrina.
A reação da funcionária pública estadual aconteceu depois de ter lido a edição de ontem da Folha, onde foi publicada a data do julgamento do acusado pela morte do filho dela, Rubens Mendes Queiroz, marcado para o próximo dia 19. A convocação do júri, no entanto, é relativo ao homicídio da esposa de Queiroz, morta em junho de 1998, e não ao de Cristian, cujo crime ocorreu em junho de 96.
Nadir disse estar indignada com o andamento acelerado de um processo, enquanto o outro permanece parado na 1ª Vara Criminal de Londrina (que sedia os dois casos). Sei que situações diferentes, mas esperava pelo menos que eles seguissem dentro de prazos próximos um do outro, lamentou. Para Nadir, a diferença de dois anos entre os casos é um motivo mais que justificável para que a sentença já tivesse sido dada pela Justiça.
Segundo a advogada de Nadir, Rosana Caratzus , o assassinato de Luciana foi considerado uma reincidência de Queiroz, que atualmente está preso na Penitenciária Estadual de Londrina (PEL). Apesar tramitar separadamente na Justiça, os crimes são correlacionados. Cristian foi baleado em uma lanchonete na Vila Siam depois de cumprimentar Luciana, namorada de Queiroz. Dois anos depois, o acusado matou a esposa também por ciúmes. Queiroz fugiu e foi preso somente em outubro de 2000, depois que o programa Linha Direta, da TV Globo, mostrou o caso em rede nacional. A polícia podia ter prendido o assassino mas não o fez. Se não fosse a televisão, ele ainda estaria solto, afirmou Nadir.


