A comerciante Fátima Crespilho da Silva, 40 anos, deverá estar amanhã em Londrina para tentar conversar com o delegado titular do 4º Distrito Policial, Joaquim Mello, que retorna de suas férias. Fátima é mãe da jovem Fabiana Aparecida Crespilho da Silva, de 21 anos, que morreu no último dia 13 de janeiro, no Hospital Santa Casa, depois de permanecer internada por 39 dias em virtude de um trauma cervical que sofreu após ter caído ou ter sido empurrada num trecho raso e cheio de pedras do Lago Igapó 1, próximo à barragem (zona sul).
Como antecipou a Folha, o depoimento da comerciante, que havia sido marcado para ontem não aconteceu, como pretendia a delegada interina do 4º DP, Thaiz Fernanda Corona. Fátima registrou queixa na polícia alegando que, antes de morrer, a filha teria revelado que havia sido empurrada e não caído no lago. A mãe reafirmou que o empurrão teria partido de uma amiga de Fabiana, cujo primeiro nome é Érica (irmã da patroa de Fabiana, de nome Vanessa).
No momento da queda, na madrugada de 5 de dezembro, Fabiana estava com as duas colegas e acompanhada por uma terceira pessoa, que seria um advogado. No hospital, a versão relatada era de que Fabiana teria tentado o suicídio, se jogando no lago. Érica e Vanessa foram procuradas novamente ontem pela reportagem, mas não foram encontradas no condomínio onde moram em Londrina.
Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem da Folha, Fabiana foi sepultada em Rondon (90 km a nordeste de Umuarama), cidade onde reside sua família.

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