Silvana Leão
De Londrina
O delegado do 1º Distrito Policial (DP) de Londrina, Algacir Antônio Ramos, vai ouvir novamente hoje Maria de Fátima dos Santos, mãe da garota Jenifer Stefani dos Santos, 8 anos, que morreu no dia 30 de agosto depois de tomar uma injeção de penicilina benzetina no Pronto Atendimento Infantil (PAI). Segundo o delegado, que preside o inquérito sobre o caso, o novo depoimento servirá para esclarecer alguns pontos que ainda suscitam dúvidas.
Ramos lembrou que há documentos comprovando que a garota já havia tomado o medicamento duas vezes, uma delas no próprio PAI, em abril. ‘‘No primeiro depoimento da mãe, ela disse que perguntou à atendente de enfermagem que procedeu o atendimento se não seria feito nenhum teste de alergia ao medicamento. Eu quero saber por que ela teria feito esta pergunta se a filha já havia tomado o medicamento duas vezes, sem problema.’’
Ontem à tarde prestaram depoimento no 1º DP a enfermeira Eliane Rodrigues Trevisan e as atendentes de enfermagem Sueli Aparecida Zaminelli e Magda de Paula. Segundo o delegado, elas negaram que a mãe tivesse perguntado sobre o teste. As funcionárias do PAI também afirmaram que Jenifer saiu caminhando normalmente. A enfermeira e as atendentes não quiseram dar entrevistas.
De acordo com Algacir Ramos, a garota teria sido liberada por uma das atendentes. Na opinião do delegado, isto não representa problema porque ele acredita que este tipo de profissional esteja preparada para perceber qualquer tipo de reação ao medicamento.
Na próxima segunda-feira, Ramos vai ouvir a médica Margarida de Fátima Fernandes de Carvalho, do setor de pediatria da Associação Médica de Londrina, para dar informações sobre o teste de alergia à penicilina e sobre o choque anafilático, causa da morte de Jenifer. No mesmo dia, o delegado ouvirá também a médica Maria Conceição Toledo, que atendeu a garota no PAI em abril.

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