Mãe de bebê abandonado é encontrada
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de dezembro de 2005
Fernanda Borges<br> Reportagem Local 
Nova Aurora A mulher que abandonou a filha recém-nascida no meio de uma plantação de soja, no domingo de Natal, em Nova Aurora (61 km ao norte de Cascavel), foi localizada ontem pela manhã no Hospital Doutor Aurélio, quando buscava ajuda médica. Segundo informações do delegado de Assis Chateubriand (72 km ao norte de Cascavel) Valter Diniz Paes, que investiga o caso, Maria Aparecida da Silva, de 27 anos, é mãe solteira de outras duas crianças.
''Como os funcionários já estavam preparados para comunicar a polícia, caso aparecesse alguém apresentando o estado clínico dela, a polícia foi imediatamente acionada'', disse. Até a tarde de ontem, o delegado ainda não tinha conseguido convocar Maria Aparecida para depor porque ela estava sedada com medicamentos e seria encaminhada ainda ontem para o município de Cafelândia para alguns exames médicos.
Segundo Paes, Maria Aparecida será indiciada pelo crime de tentativa de infanticídio, em que a lei prevê uma pena de 2 a 6 anos de reclusão. ''Assim que ela retornar do hospital falarei com ela. Em uma breve conversa que tivemos ela disse que escondia a gravidez da família. A família também foi acionada, mas todos confessaram que não sabiam de nada'', disse Paes.
Segundo a conselheira Lucimara de Souza, do Conselho Tutelar de Nova Aurora, uma ligação anônima foi feita avisando que uma pessoa estaria se dirigindo ao hospital em busca de ajuda médica e que essa pessoa seria a mãe do bebê abandonado.
''Quando ela chegou no hospital estava muito nervosa e chorava bastante. Ela disse que não sabia porque tinha abandonado a menina e se mostrou muito arrependida. O hospital disse que ela está bem'', disse Luciamara.
Natalia foi encontrada sem roupas, com o rosto um pouco queimado, abandonada no meio de uma plantação de soja, que fica atrás do Cemitério Municipal da cidade, no domingo de Natal. O bebê foi encontrado por volta das 14h30, pelo mecânico Lourival Gomes de Lira, que estava no cemitério visitando o túmulo de parentes e ouviu os choros do bebê.


