‘‘Meus filhos morreram há noves meses e nada se resolve. Preciso de agilidade na Justiça para que haja o julgamento do acusado o mais rápido possível, para que eu possa ao menos tentar recomeçar a minha vida.’’ Esse foi o apelo feito ontem à tarde por Ana Paula Colonheis, durante uma entrevista coletiva. Os filhos dela, Amanda, 10 anos, e Lucas, 7 anos, foram atropelados no dia 30 de junho de 2001.
O acidente aconteceu na esquina da Rua Finlândia com a Avenida Inglaterra (zona sul) e o acusado pelo atropelamento, Leandro Antonio Bertola, dirigia um Pointer GL. Na época ele estava com 21 anos. Ele alegou que o sinal estava aberto para quem iria seguir na avenida e fechado para quem iria virar à esquerda o que teria confundido as crianças.
No processo, testemunhas declaram que o sinal estava fechado e que Bertola teria furado o sinal em alta velocidade. Ele foi preso em flagrante e ficou na cadeia por cerca de um mês. No processo ele é acusado de homícidio culposo.
Segundo Ana Paula, a demora na tramitação do processo acontece por falta de estrutura, tanto da polícia como do Ministério Público. ‘‘A promotora me disse que irá oferecer a denúncia, mas que o processo precisa estar com tudo bem investigado para não haver dificuldades’’, relatou. Ela fez questão de agradecer o atendimento tanto do MP como da Delegacia de trânsito, que investiga o caso. ‘‘Espero que ele seja condenado. Pago impostos e tenho o direito de ver a Justiça ser feita.’’
Ana Paula relatou que o processo já havia sido enviado ao Fórum, mas a promotora da 4ª Vara Criminal, Carla Macarini, devolveu o caso à delegacia para pedir mais diligências. A Folha tentou falar com a delegada do Trânsito, Paula Francinete, mas ela estava de folga. A promotora está fazendo um curso em Curitiba.
A reportagem telefonou para a casa de Bertola, mas ele não retornou a ligação.

mockup