Mãe acusa PM de agredir seu filho
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segunda-feira, 18 de agosto de 1997
Dary Júnior 
Curitiba
Marcelo AlmeidaL.C., de 15 anos, e J.J.K, de 16: Tive medo que nos nos matassem,Abuso de autoridade, prisão ilegal e lesões corporais são as acusações dirigidas ao soldado Alves, do Batalhão de Polícia de Trânsito de Curitiba. Quem denuncia é a administradora Jeane Jompolsky Katarivas: Ele agrediu meu filho e sua namorada, além de levar o casal e uma amiga para a Delegacia de Proteção ao Menor. O BPTran informou que desconhece o caso, supostamente ocorrido no último dia 8, em frente a uma casa noturna do Centro.
Segundo J.J.K., 16 anos, a confusão aconteceu por volta das 18h30, quando ele voltava de um culto evangélico com um grupo de amigos, no ônibus que faz a linha Campina do Siqueira-Capão da Imbuia. Quando passamos pela boate Lido, vimos meninos de rua provocando um policial militar e correndo para dentro do ônibus, recorda o rapaz. O soldado Alves teria se confundido e retirado os outros adolescentes à força do veículo.
O policial supostamente empurrou a namorada do rapaz, L.C., 15 anos, e deu um chute nas costas de J. Eu pedi para ele tirar a farda e brigar comigo sem a arma. Na confusão, os adolescentes se dispersaram para fugir. O soldado Alves teria ido atrás, dado uma rasteira em L. e pressionado seu revólver contra a cabeça de J. Uma amiga do casal, C.O., 15 anos, também acabou detida. Apavorados, os três adolescentes foram levados à DPM.
Tive medo que nos levassem para um lugar abandonado e nos matassem, lembra L. Na delegacia, J. conseguiu telefonar para a mãe. Enquanto Jeane não chegava, ele e as duas adolescentes eram divididos em três celas e obrigados a tirar toda a roupa para uma revista. Precisei de dois advogados para resolver aquela situação, que se estendeu até as 4h30 da manhã seguinte, conta Jeane, indignada com a suposta má vontade dos policiais.
A administradora pretende acionar judicialmente o soldado Alves. O tenente Sandro Caron, relações públicas do BPTran, pede a Jeane que formalize a denúncia. Sem isso, não há como identificá-lo e apurar, avisa.


