A secretária Tânia Regina Trevejo registrou queixa, anteontem, no 5º Distrito Policial (DP) de Londrina, contra o médico Sakukiti Uehara, que fez a cirurgia de adenóide e retirada de amígdala no seu filho, Murilo Trevejo Coutinho de Oliveira, de 6 anos. O motivo: a criança vomitou um pedaço de gaze depois de oito dias da operação. A cirurgia aconteceu no Hospital da Zona Norte, no dia 7 de agosto.
De acordo com Tânia, depois da cirurgia Murilo reclamou de dores, teve febre e não conseguia engolir alimentos. ''Ele sentia que tinha alguma coisa na garganta'', disse. Tânia ainda relatou que procurou o hospital novamente, no dia 12, e o médico, no Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar), no dia 14, mas a única orientação que teve foi medicar o filho com analgésico. ''Na quinta-feira, ele começou a tossir forte e vomitou uma gosma, com sangue e pus. Fui limpar e achei a gaze, um pedaço grande, que chamou a atenção'', afirmou.
Para a secretária, houve ''omissão do médico'' no atendimento ao seu filho. De acordo com ela, depois que o menino expeliu a gaze, as febres e as dores cessaram e um cheiro ruim também passou. ''Denunciei o caso à polícia para que isso não aconteça mais'', disse.
O delegado Jorge Barbosa, do 5º DP, informou que solicitou um exame de lesões no garoto e um exame na gaze para avaliar se houve ou não negligência do médico. O otorrinolaringologista Sakukiti Uehara disse que é possível ficar um pedaço de gaze porque a cirurgia é feita em um lugar que não é visível diretamente, mas que o menino não corria risco de infecção. ''Se a gaze tivesse ficado na garganta, como a mãe falou, ele não poderia respirar. Nesse tipo de operação o paciente pode ter dor durante um mês e febre durante uma semana'', afirmou.

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