Mãe acusa HU de negligência
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quarta-feira, 06 de janeiro de 1999
Marcos Zanatta 
A Polícia Civil de Sarandi (10 km ao norte de Maringá) deve abrir inquérito para apurar a morte do bebê Maicon Gabriel Pereira Borges, de 2 meses, que sofreu queimaduras em partes do corpo. A mãe de Maicon, Edna Pereira Gomes, 19 anos, conta que o bebê se queimou em um acidente em casa, em 23 de dezembro, e morreu no Hospital Universitário de Maringá (HU), oito dias depois. Ela diz que levava água fervendo para o quarto, onde daria banho no bebê, quando a irmã dela, Ana Paula, saiu pelo corredor com Maicon no colo. As duas, segundo Edna, acabaram se chocando e a água derramou no bebê e em Ana Paula.
O bebê teve o pescoço, braços, pernas e o tórax queimados, enquanto Ana Paula sofreu queimaduras nas mãos e antebraços. Edna diz que levou Maicon para o pronto-socorro e depois para o Hospital Metropolitano, que não tinha vaga para receber o bebê. No início da madrugada do dia 1º de janeiro ela conseguiu internar Maicon no HU em Maringá.
O bebê estava bom, mas a médica colocou uma sonda para drenar líquido da barriga e ele morreu, conta a mãe. Ela diz que a médica, identificada apenas como Teresinha, ainda escondeu a morte do bebê. A mãe de Edna, Margareth Aparecida, conta que ficou revoltada com a médica, acabou agredindo ela e foi parar na delegacia de Maringá.
Pelo laudo de necropsia de Maicon, a morte foi causada por infecção generalizada. O diretor clínico do HU, Ricardo Plepis Filho, disse através da assessoria, que precisa verificar as fichas de atendimento para ter posição sobre o caso.


