Mãe acredita em armadilha do destino
A mãe de Luana, Neide Ribeiro de Oliveira Lopes, 29, passou os últimos dois dias hospedada na casa da conselheira tutelar de Florestópolis, Maria do Carmo Aguiar Casagrande. Está ali para atender a um pedido da polícia, que sistematicamente vem recorrendo a Diego para montar o quebra-cabeça do sequestro.
Neide lembra da armadilha do destino: Luana normalmente não acompanhava o irmão quando ele ia buscar leite no sítio vizinho. ''Ela só foi porque a bicicleta do Diego estava sem freio. Pedi a minha sogra acompanhar o dois até atravessarem a pista''.
Como faziam em alguns domingos, os irmãos aproveitaram o pretexto de buscar o leite para brincar com alguns amiguinhos. Fizeram isto, mas no retorno, o caminhão azul cruzou o caminho. De dentro dele, saiu um homem que dizia doar cobertores. As crianças se animaram e entraram na carroceria. O motorista trancou o baú com o garoto dentro. Segundo Diego, homem tinha uma faca grande e ameaçava matá-los.
Luana teria ficado com o motorista na boléia. O motorista inverteu o trajeto e voltou em sentido a Prado Ferreira. Como o garoto gritava e se debatia na carroceria, o motorista estacionou, abriu o baú e amarrou mãos e braços do garoto, além de amordaçá-lo.
Alguns quilômetros depois, já em Prado Ferreira, o motorista teria tirado o garoto do baú e o espancado. Mesmo assim, o menino ainda correu e fez o sequestrador perder a faca enquanto tentava pegá-lo. Diego desmaiou em um carreador e só foi descoberto às 15 horas.





