Maior e mais equipada casa de apoio de Londrina, a Madre Leônia tem capacidade para atender 42 pessoas. Conforme a assistente social Valquíria Ferreira, pela proximidade com o HC, 80% dos albergados são portadores de câncer em tratamento no hospital, ''mas sempre que sobra vaga atendemos familiares de pacientes internados da Santa Casa, no Hospital Infantil, no Evangélico e no HU''.
Inaugurada há oito anos, a casa levou sete anos para ser construída e foi uma doação dos rotarianos às irmãs claretianas. O centro de apoio conta hoje com quatro blocos que atendem homens, mulheres, crianças e casais, separadamente, e ao todo são 15 quartos, todos com banheiro individual. Pacientes e familiares têm direito a cinco refeições diárias. A casa tem ainda uma sala de tevê e um jardim. Bancos espalhado pelos blocos favorecem o convívio e a troca de experiências entre os albergados.
A dona de casa Ana Silvia Machado Flausino, 39, acompanha o marido em mais um tratamento contra câncer. Há dois anos, o agricultor Nelson Flausino, 46, vem de Santo Antônio do Paraíso para Londrina, para as sessões de cobaltoterapia. ''Viemos a primeira vez por indicação da assistente social do hospital e fomos bem recebidos. Sempre que precisamos, ficamos aqui. O apoio que recebemos é muito bom, eles facilitam tudo para a gente.''
Como a Esperança, a Madre Leônia é mantida por doações e pelo bazar que funciona dentro da casa. Segundo Valquíria, seis prefeituras mantém um convênio e doam mensalmente um salário mínimo. ''Um colaborador paga a conta de água e outro a conta do gás.''
''Para manter o básico não falta, o difícil é cumprir a folha de pagamento dos oito funcionários'', declara a assistente social, que pleitea, desde o ano passado, uma isenção da cota patronal junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), a qual poderá garantir uma economia de R$ 1,5 mil no pagamento de impostos. (M.G.)

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