Madeireiros se mobilizam contra proibição de extração de árvores
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2003
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Londrina - Madeireiros e ambientalistas paranaenses estão em 'pé-de-guerra' por causa da portaria 507, do Ministério do Meio Ambiente. A dupla interpretação que ela oferece deixou os empresários aflitos. Quinta-feira, representantes do setor e políticos estiveram em Brasília (DF) com a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, expondo seus argumentos contra a portaria, editada em dezembro do ano passado.
Em nota divulgada à imprensa, o grupo afirma que a proibição de extração e plantio em 647 mil hectares do Estado afetaria direta e indiretamente 7.435 postos de trabalho, sem contar o risco de prejuízo com a exportação de madeira, calculada em R$ 306 milhões somente na região de Palmas (400 quilômetros a oeste de Curitiba). ''Pedimos a revogação da portaria, pois prejudica diretamente a economia do Estado'', afirmou o deputado estadual Marcos Isfer (PPS).
Na opinião de Clóvis Borges, diretor-executivo da ONG paranaense Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), a portaria é mais uma tentativa de salvaguardar o que ainda resta de mata nativa no Paraná e Santa Catarina. ''A proibição de extração das espécies em extinção existe há muito tempo, mas nunca foi respeitada. Dessa vez, o governo restringe também o plantio do pinus (gênero de pinheiro americano) até que se estabeleça uma área adequada para sua produção. Qualquer outro tipo de cultura está liberada'', afirmou.
O ambientalista não acredita na hipótese de prejuízo em decorrência da portaria e sugere que, se houver duplicidade na interpretação, o melhor é a reedição. O deputado, no entanto, diz que se o governo não voltar atrás em sua decisão pode ser ingressada uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN).


