Campinas - Pela primeira vez em sua história, o navio do Greenpeace foi alvo de um protesto em vez de ser protagonista. Madeireiros e autoridades de Porto de Moz (PA) convocaram ontem a população para uma ação contra os ambientalistas, usando as táticas destes. A manifestação começou com o anúncio de distribuição de combustível para os barcos, promovida pelos negociantes de madeira, que são contra o estabelecimento da reserva extrativista ''Verde para Sempre'' na região. No total, 16 barcos e uma balsa perseguiram o navio Artic Sunrise do Greenpeace. Na balsa, estavam 80 manifestantes.
Quando os ambientalistas diminuíram a velocidade, o secretário de Turismo da prefeitura de Porto de Moz, Valdomiro Maia, amarrou-se ao navio. Os manifestantes pediram ao Greenpeace para receber a bordo uma comissão de sete integrantes, o que foi feito.
''A conversa foi tranquila, chegamos a convidar o secretário para integrar nosso grupo, por sua coragem'', disse o coordenador da Amazônia do Greenpeace, Paulo Adário. ''Eles disseram não ser contra a reserva, mas contra o processo de criação. Explicamos que eles estavam se dirigindo ao alvo errado, pois a reserva está sendo criada pelo governo federal, a pedido de uma parte da população local.''

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