Imagem ilustrativa da imagem Macacos soltos no bosque central chamam a atenção
| Foto: Marcos Zanutto



Quem passou pelo bosque central desde sexta-feira (25) tem visto uma movimentação diferente nas árvores. São os novos moradores do bosque, alguns macacos-prego.

Não se sabe se os animais foram soltos no local, mas, segundo a soldado Camila Reina, da Polícia Ambiental, é normal ter esse tipo de animal mesmo em centros urbanos. "Em locais de mata a gente pode encontrar esse tipo de macaco, é muito comum em quase todas as cidades do nosso Estado".

Questionada sobre o risco de febre amarela, já que alguns macacos mortos foram diagnosticados com o vírus em Antonina, litoral do Paraná, Reina disse que o surto de febre amarela já passou. "Não temos mais macacos como tivemos em anos anteriores contaminados pelo vírus. Todos os macacos que são encontrados mortos são encaminhados para uma análise técnica para verificar se estão com o vírus".

Mas, ela lembra que os macacos são tão vítimas quanto os humanos. "O macaco é um termômetro para a febre amarela. Conseguimos descobrir se o vírus está circulando na região por meio dele".

O novo secretário do Meio Ambiente de Londrina, José Behrend, afirmou que a equipe da Sema (Secretaria do Meio Ambiente) já tomou conhecimento dos macacos naquela região e que a competência para a gestão de fauna silvestre é do Estado.

"Mesmo assim, já foi feita uma primeira vistoria na área em conjunto pela equipe da Sema e do Iap (Instituto Ambiental do Paraná) e uma segunda vistoria pelos técnicos do Iap. Está sendo discutida entre os técnicos a melhor alternativa para o procedimento de captura e posterior destinação dos animais".

(Atualizado às 13h30 do dia 30/01/2019 para acrescentar a nota da Sema)

mockup