Macaco invade Sesc
e alegra as crianças
Animal ‘rouba’ lanches mas ganha a simpatia dos estudantes
Lúcio Horta
Milton DóriaEstripuliasPípi, o macaco-prego: provavelmente domesticado, fez a festa Um visitante inesperado fez a festa, ontem de manhã, dos 90 alunos - todos de 5 a 10 anos de idade - de recreação infantil do Sesc/Aeroporto, na zona leste de Londrina. Quando chegaram à escola, os alunos encontraram um macaco-prego rondando o pátio da escola. Logo apelidado de ‘‘Pípi’’, o macaquinho ficou à vontade entre as crianças e não hesitou em comer o lanche de muitas delas, que era oferecido com a maior alegria.
‘‘Achei legal chegar aqui e ver o macaco porque eu gosto de animal. Já tinha visto outros antes, no Parque Arthur Thomas, mas aqui é a primeira vez’’, conta Cristian Martins Bueno, 5 anos. ‘‘Também achei bom. Nunca tinha visto um macaco tão de perto. Ele roubou o lanche dos outros, mas o meu ele não pegou não’’, completa Dharani Brito Morato, também de 5 anos.
Milton DóriaNovidadeCristian Bueno: ‘Nunca tinha visto um macaco tão de perto’Outro que estava agitado com a presença do macaco na escola era Bruno Dias, 9 anos. O garoto garante que não chegou a se assustar com o animal porque já tinha visto outros parecidos no Parque Artur Thomas. ‘‘Hoje não tive medo, não. Só um pouquinho. No parque, a gente estava passeando e o macaco roubou o lanche de um moleque. Mas o moleque estava prevenido e tinha outro lanche!’’, diz Bruno Dias.
Mais tranquila, Aneliza de Machado de Assis, 5 anos, achou a presença do animal na escola bastante familiar. ‘‘Eu tenho um, ganhei no meu aniversário. De verdade, igual a esse’’, conta Aneliza. ‘‘Não fiquei assustada nem um pouco.’’
O macaco-prego foi visto na escola ainda na quarta-feira à noite. De manhã, por volta das 6h20, estava dormindo perto da caixa d‘água, ao lado do aparelho de ar condicionado. Quem o encontrou por lá foi o vigia Rodamés Pereira Praser. ‘‘Ele não é brabo, não. Cheguei a dar pipoca na mão dele’’, conta o vigia do Sesc.
A técnica-administrativa do Sesc Alexa Moraes Lopes diz que acionou a Polícia Florestal para pegar o macaco. Ainda de manhã, cinco policiais chegaram ao local, viram que seria muito difícil a captura e acabaram instalando apenas uma armadilha. O cabo Pedro Polo, da Polícia Florestal, explicou que o macaco estava em um lugar muito aberto e fugiria com facilidade.
A professora Carmen Hilst, do Departamento de Clínica Veterinária da Universidade Estadual de Londrina (UEL), diz que o macaco encontrado ontem no Sesc provavelmente é de estimação e fugiu da casa do dono, na região sul. Ela explica que o Arthur Thomas é muito distante do aeroporto e que, normalmente, os macacos andam em bando e não sozinhos.
Sobre o risco de agressão, a professora aponta que, se o macaco for realmente de estimação, é difícil que ele avance sobre alguma criança. O mais provável é que o animal permaneça invadindo - e revirando - residências da região à procura de alimentos. A única coisa que o animal não admite, alerta a professora, é que alguém tente segurá-lo. ‘‘Aí ele morde mesmo.’’ E a mordida do macaco, destaca a professora, é muito doída porque ele não larga a vítima, chegando até a arrancar pedaço.

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