Mesmo sendo uma atividade natural do organismo, a flatulência - eliminação de gases - é sempre um incômodo para a maioria das pessoas, seja por causar desconforto e dor ou por ser motivo de constrangimento social. Afinal, existiria um modo de se livrar desse problema?
Para o gastroenterologista Pedro Humberto Perin Leite, não. Mas, de acordo com o médico, é possível amenizar o incômodo, reduzindo o acúmulo de gases no sistema digestório por meio de medidas simples, como a ingestão de uma alimentação balanceada, rica em frutas, verduras, legumes e cereais. Outra dica importante é estar atento para uma boa mastigação e a prática de atividades físicas, que auxiliam no processo de digestão.
''A ingestão de fibras e a prática de atividades físicas são sempre importantes fatores para o funcionamento do intestino'', explica Leite. ''No entanto, determinados alimentos são desencadeadores da produção excessiva e acúmulo de gases. Por isso é sempre importante prestar atenção à reação do organismo ao alimento que você consome. Milhares de bactérias estarão agindo na fermentação do alimento'', explica.
Contudo, o especialista esclarece que, na maioria dos casos, a flatulência tende a ocorrer sempre que uma grande quantidade de ar é ingerida, seja comendo muito rápido, conversando quando se está comendo ou ingerindo bebida gasosas junto com o alimento. ''E aí esses gases podem ser eliminados de duas maneiras: por meio do arroto ou por meio do 'pum''', complementa.
De qualquer maneira, a produção e acúmulo de gases irá variar sempre de pessoa para pessoa. Sendo que idosos sofrem mais com o problema, devido à tendência de lentidão dos movimentos peristálticos (do intestino). ''Se isso é mais lento, o alimento permanece mais tempo no organismo no processo de fermentação, gerando mais gases'', esclarece.
O gastroenterologista esclarece que a flatulência sozinha é um evento fisiológico normal e não é indicativo de ocorrência de nenhuma doença no sistema digestório, mas ele explica que é de fundamental importância prestar atenção ao incômodo, especialmente quando ele está associado a outros sintomas, como dor, diarreia ou sensação de intestino preso. ''A intensidade do odor também não tem nenhuma relação com a ocorrência de alguma doença, isso depende do alimento que a pessoa ingere'', completa.

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