Entre um embarque e desembarque, os passageiros que passam diariamente pelos terminais rodoviários de Londrina e região esperam contar com uma estrutura adequada para as necessidades básicas, assim como conforto e segurança. Porém, em uma breve passagem pelas rodoviárias da Região Metropolitana RML), em Londrina, Cambé, Ibiporã e Rolândia, é possível notar que algumas condições mínimas estruturais deixam a desejar.
Em Cambé, no Terminal Rodoviário Gregório Wladeck, inaugurado em 1990, não há bebedouros de água e nem telefone público. Um funcionário do local afirmou que esses itens foram retirados há muito tempo.
Nos banheiros, algumas lâmpadas estão queimadas e não há sabonete para higiene das mãos e nem papel toalha. A reportagem também constatou que não há banheiro adaptado para pessoas com deficiência e na ala masculina uma das portas está quebrada.
Outra funcionária do terminal, que não quis se identificar, alegou que a presença de pombos na estrutura metálica do teto, além de incomodar, faz muita sujeira. "Estou tendo gripe e crises de rinite direto. O mau cheiro e a sujeira incomodam muito", diz, ao sugerir a instalação de uma tela no teto para evitar a presença das aves.
O arquiteto da Secretaria de Planejamento de Cambé, Fausto Anami, reconhece que existem "desconformidades" no local e que uma manutenção é necessária. Mesmo alegando que o número de passageiros é muito pequeno, Anami afirma que irá verificar o que ocorreu com o bebedouro que estava instalado e checar a possibilidade de recolocá-lo.
"Vamos providenciar os insumos, como papel e sabonetes. Além disso, vamos entrar em contato com a concessionária do telefone público para tentar reativá-lo", responde Anami, sem saber especificar a operadora do serviço. Em relação aos pombos, o arquiteto diz que a infestação é enfrentada também por outros municípios e não aponta nenhuma medida provisória.

Fluxo
Na Estação Rodoviária Marechal Rondon, em Rolândia, o fluxo diário é de seis mil pessoas porque a construção também contempla o Terminal de Transporte Metropolitano. Usuário frequente, Moisés Quaresma da Silva comenta que as plataformas de embarque e desembarque deveriam passar por melhorias. "Acho que tinha que modernizar porque é um local frequentado por muita gente", diz. Já o aposentado José Lombardo reclama do número de assentos para espera dos ônibus. "Acho que tem que ter mais bancos. Muitas vezes tenho ficar em pé esperando pelo ônibus", conta.
A construção do espaço foi em 1959, sendo a última reforma no ano 2000. De acordo com a assessoria da prefeitura, o reparo mais recente foi a pintura do local. O administrador da Rodoviária, José Antônio Motta, afirma em nota que "é difícil manter a estrutura da rodoviária, pois andarilhos também procuram o local para usar os sanitários e não podem ser expulsos". Ainda de acordo com ele, uma solução seria a terceirização dos sanitários para uma empresa de higiene e conservação, que cobraria uma taxa mínima dos usuários.
Em relação aos assentos, Motta revela que estudará a possibilidade de instalação, mas adianta que enfrenta problemas de espaço físico. Quanto à revitalização, a assessoria de comunicação da prefeitura afirmou em nota que a Secretaria de Planejamento irá realizar um estudo para reforma do espaço, que deverá estar revitalizado até o final do ano.

Conjugado
Em Ibiporã, a Estação Rodoviária José de Rocha Guedes que está em funcionamento desde 1974, passou por reforma no ano de 1995, mas também enfrenta a mesma situação das cidades vizinhas. Com o terminal urbano conjugado, o número de passageiros é alto. "A estrutura desse lugar precisa ser maior. O mais importante é o teto, pois quando chove, não ficamos protegidos. Além disso, precisamos de mais bancos de espera", aponta a usuária Gecilene de Lima Oliveira.
A equipe de reportagem também observou que os banheiros não têm assento, nem papéis e sabonetes. Segundo o secretário de Cultura e Turismo, Julio Dutra, a prefeitura está com um projeto arquitetônico de revitalização do local, finalizado no último semestre de 2012. "Agora deverão ser orçados os valores para dar início às obras o mais rápido possível", comenta, sem citar previsão de custos e datas.
Dutra explica que o projeto contempla não apenas a modernização da rodoviária, mas a questão urbanística em torno do espaço. "A ideia é utilizar o complexo comercial instalado na rodoviária para a oferta de serviços públicos, como banco social e até espaço cultural. Além disso, está incluída a reforma dos banheiros, a ampliação da cobertura e instalação de mais bancos de concreto. É importante que o local seja adequado para que os usuários se sintam mais seguros e com mais conforto", salienta.

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