Má conservação de calçadas provoca acidentes de pedestres
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sexta-feira, 12 de maio de 2000
Betânia Rodrigues De Londrina Especial para a Folha 
Quem anda a pé pelo centro de Londrina provavelmente já se deparou com calçadas esburacadas, trincadas ou mesmo levantadas por raízes de árvores. Além de atrapalhar a circulação de pedestres, esses obstáculos podem causar acidentes. A filha da enfermeira Regina Gimenes, por exemplo, já caiu num buraco de calçada: Muitas vezes é preferível atravessar a rua e dividir espaço com os carros, afirma.
A vendedora autônoma Cacilda Caetano Vieira também já tropeçou numa calçada e fica irritada quando é obrigada a mudar o caminho por causa da má conservação do local de passagem de pedestres. A gente paga impostos para a prefeitura cuidar disso. Mas acho que a culpa também é das pessoas que não costumam reclamar e exigir seus direitos.
De acordo com as leis municipais 4951/92 e 6072/95, os proprietários de imóveis são obrigados a conservar e fazer calçadas, utilizando material anti-derrapante e permeável. O uso de cerâmicas lisas e similares é proibido justamente para evitar acidentes.
O engenheiro da Secretaria de Obras de Londrina, Ossamu Kaminagakura, informa que a prefeitura tem 10 funcionários para fiscalizar o cumprimento dessas leis. Ao identificar uma calçada em estado precário eles notificam o proprietário, oferecem prazo de 60 dias para execução de reparos. Se o problema não for resolvido, é aplicada uma multa de 480 Ufirs cada Ufir vale R$ 1,0641. Nos bairros o maior problema é a falta de calçada. No centro, o afloramento de raízes é a principal causa das reclamações.
Desde o ano passado, a Companhia Municipal de Urbanização (Comurb) é a responsável por todas as atividades operacionais que eram atribuições da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), inclusive a poda e erradicação de árvores. O diretor de manutenção e serviços da Comurb, Rafael Fuentes, garantiu que sua equipe e o Instituto Agronômico do Paraná (Iapar) estão fazendo o possível para realizar todos os serviços que antes eram da AMA. Segundo ele, desde julho do ano passado ainda restam 1.200 laudos para serem emitidos. Fuentes acredita que dentro de 45 dias o cronograma de atendimento estará regularizado.
A cada mês recebemos cerca de 100 pedidos para emissão de laudos sobre poda e erradicação. Quando a raiz da árvore compromete o passeio público ou um prédio nós cortamos a árvore e plantamos outras duas nas imediações, diz Fuentes. A intenção dele é colocar em prática em três meses um plano de arborização para substituir árvores velhas e, principalmente, de grande porte por outras menores.
Esta medida faz parte de um projeto de adequação que a Comurb quer implantar. Isto embelezaria as ruas e evitaria problemas futuros, explica o diretor da Comurb.
Reclamações podem ser feitas pelo fone 372-4219. No caso de problemas com árvores o contato deve ser feito com a Comurb pelo telefone (43) 379-7900.


