As calçadas estão entre as muitas dificuldades enfrentadas pelos deficientes físicos que se locomovem sozinhos nas ruas centrais. A presidente interina da Associação dos Deficientes Físicos de Londrina (Adefil), Aparecida Ruela, aponta as rachaduras e ondulações como principais obstáculos para os cadeirantes.
‘‘Fica inviável andarmos sozinhos. Além das condições das calçadas, não há rebaixamento adequado das guias para a passagem das cadeiras de roda’’, comenta Aparecida.
Para ela, andar pelos bairros é mais fácil, porque os cadeirantes podem andar pela rua onde há pouco movimento de carros, o que não acontece na região central.
Também os deficientes visuais têm muitas queixas das calçadas centrais. Segundo a diretora do Instituto Londrinense de Instrução e Trabalho para Cegos, Eluíza Regina Alves Bezerra, uma das principais reclamações dos alunos é com relação ao número de ambulantes concentrados na calçada ao lado do Terminal Urbano de Transporte Coletivo, no centro da Cidade.
‘‘Eles enchem as calçadas de objetos, prejudicando nossos alunos. Outro inconveniente são os buracos. Muitos deles torcem os pés ou tornozelos por causa desse problema’’, comenta a diretora. Ela acrescenta que, nos bairros, muitos deficientes visuais se sentem mais seguros andando pela rua.
Outros que sofrem com as condições das calçadas são os idosos. ‘‘A gente constata que as calçadas são mesmo um problema’’, observa o presidente da Associação dos Aposentados, Moacir Piantavini.

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