Duas semanas antes do início das aulas, algumas escolas de Londrina e região ainda não estão totalmente adequadas para receber os alunos. Problemas na fiação elétrica, rachaduras e infiltrações nas paredes, vidros e muros quebrados e falta de pintura são alguns dos problemas de infra-estrutura, mas que, segundo as secretarias municipal e estadual de Educação, não deverão comprometer o início das aulas no próximo dia 4.
Na Escola Estadual Benjamin Constant, na região central, o maior problema é o risco de inundação. ''Na última chuva forte, o pátio se encheu de terra e foi preciso um caminhão para retirá-la. Além disso, o prédio é antigo, o forro fica muito próximo do telhado e isso traz problemas para a fiação elétrica'', afirmou o diretor do colégio, Dirceu Vivan, que gasta quase R$ 1 mil por mês com trocas de lâmpadas.
Como nunca passou por reforma, o prédio construído no final da década de 60, traz outros transtornos para os mais de 700 alunos. ''No verão as salas de aula viram uma estufa. E o sistema de janelas facilita a quebra dos vidros. É um ambiente inadequado pedagogicamente'', alertou.
De acordo com Eduardo Alexandre de Carvalho, assessor da chefia do Núcleo Regional de Ensino (NRE), 32 escolas da região estão sendo reformadas. Um dos exemplos é a escola estadual Albino Feijó, no Parque das Indústrias, Zona Sul, que ainda não teve parte do telhado consertado depois que uma árvore atingiu a escola, em novembro.
Em Primeiro de Maio (61 km ao norte de Londrina), a escola estadual Marechal Castelo Branco, precisa resolver problemas de infiltração, rachadura, pintura e muro quebrado. A escola Benjamin Constant ganhará outro prédio, construído ao lado do atual.
Na rede municipal, a escola Bárbara Falcovsk Vieira, no Jardim União da Vitória, Zona Sul, já está em processo de reconstrução. Os alunos não vão receber a escola pronta, mas segundo a secretária de Educação, Carmen Lúcia Baccaro Sposti, não vão perder aulas. ''Deixamos oito salas prontas e vamos improvisar a parte administrativa e a cozinha'', explicou. Na escola professor Carlos da Costa Branco, no Jardim Piza, Zona Sul, a reforma também será feita por etapas. A escola é de madeira e mesmo com as aulas em andamento será construído um prédio novo.

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