A morte de João Acácio poderia ter sido evitada se a ordem judicial de internamento no Instituto de Psiquiatria de Santa Catarina, deferida no dia 30 de dezembro pelo juiz da Vara da Família de Joinville, Samir Oséas Assad, tivesse sido executada a tempo. João Acácio deveria ter sido internado no instituto na sexta-feira da semana passada, mas acabou tendo sua transferência adiada porque o médico Nélson Quirino, amigo de Acácio e que iria auxiliar o oficial de Justiça, estava viajando. ‘‘Achamos melhor esperar que o médico retornasse de férias para evitar que fosse necessário chamar a polícia’’, disse o juiz.
O juiz deferiu a ordem de internamento de João Acácio baseado num pedido feito pelo promotor público de Joinville Aurino Alves de Souza. No pedido, o promotor lista as ameaças a que os familiares e vizinhos de Nélson Pinsehguer vinham sendo submetidos nos últimos meses, recomendando que ele permanecesse internado no Instituto de Psiquiatria de Santa Catarnina nos próximos seis meses.
Depois deste período, segundo o promotor, João Acácio seria submetido a uma nova avaliação médica e, dependendo do resultado, poderia ficar internado por mais tempo. (C.P.)

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