Lutando contra o racismo
Com o objetivo de dar visibilidade ao debate sobre o preconceito, o Levante Popular da Juventude (LPJ) promoveu na Escola Municipal Irene Vicentini Theodoro, no Jardim Califórnia (zona leste de Londrina), oficinas e atividades para discutir o racismo institucionalizado na sociedade. Outra meta é proporcionar um novo significado para o 13 de maio, Dia da Abolição, para retratá-lo como um dia de luta e não de comemoração.
Segundo Joyce Bueno da Silva, militante do LPJ, o 13 de maio não proporcionou liberdade completa aos negros. "Nós contamos a história verdadeira para essas crianças e não o que conta a história oficial. O Dia da Abolição foi uma falsa emancipação, já que não houve política de assistência após a assinatura da lei (Áurea). Os reflexos disso nós colhemos até hoje", destacou.
Segundo a professora Karen Elizabeth Novaes Lara, a escola recebeu a proposta de trabalhar a diversidade em função do aumento dos conflitos nas escolas e para que haja mais tolerância e respeito entre os estudantes. "Muitas crianças transmitem o que sentem por meio de agressões físicas, mas queremos que elas transformem o que estão sentindo pela oralidade", ressaltou.
A aluna Rafaelle Almeida Ferreira, de 8 anos, por exemplo, relatou que já viu uma colega de uma antiga escola em que estudava ser racista com uma outra estudante de origem africana. "Essa menina ficava chamando a outra de feia só porque ela era negra. Eu fiquei triste e falei para a professora o que tinha acontecido. A professora explicou que as ofensas é que eram muito feias e que não eram para ser repetidas", relatou.
Foram realizadas oficinas de ritmos brasileiros tradicionais da cultura negra, como o jongo e o coco de roda, e oficinas de música, de turbante e de trança.
O combate aos estereótipos devem partir da reforma do conhecimento das crianças com exemplos positivos sobre os negros e sua cultura.
O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional





