Londrina - O Dia Nacional de Combate ao Glaucoma foi celebrado ontem. A doença é uma lesão do nervo óptico, provocada principalmente pelo aumento da pressão intraocular, e que se não for tratada pode levar à cegueira. "Ao todo, 60 milhões de pessoas no mundo, 1 milhão no Brasil e 60 mil no Paraná têm a doença. Isso de casos diagnosticados. Muitas pessoas têm glaucoma e não sabem", disse Bárbara Gomes Coutinho Barra Rosa, assistente social do Hospital de Olhos de Londrina (Hoftalon).
Há dez anos, sempre perto do Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, o Hoftalon realiza um mutirão de exames gratuitos de pressão intraocular e biomicroscopia. Segundo Bárbara, mais de 3,5 mil pessoas já foram submetidas ao procedimento. A princípio, o projeto era realizado no Calçadão, mas já há três anos os exames são feitos no Royal Plaza Shopping, no centro.
No último sábado, aproximadamente 200 pessoas foram atendidas. Quem teve algum indício identificado foi orientado para ser atendido em unidades básicas de saúde. Uma dessas pessoas foi a empresária Aparecida Grandolffi, 60 anos, que recebeu um encaminhamento para verificar melhor sua situação após os exames. "Fiquei sabendo do evento pela FOLHA. Nunca tinha feito esse exame, nem sabia direito o que era. Gostei de tudo, desde a chegada você é bem orientado. A organização está nota 10", elogiou.
De acordo com Gabriela Soncini Pasettto Boeing, médica do Hoftalon, o tratamento é feito principalmente com colírios. Casos mais graves exigem cirurgia. O hospital fornece colírios para os atendidos no projeto que têm glaucoma detectado. As cirurgias na unidade são feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
"O problema é que o glaucoma é uma doença silenciosa. A pessoa continua enxergando, não sente dor. Ela geralmente só sente quando o nervo está comprometido e a situação já está praticamente irreversível", explicou Gabriela. "Por isso é importante fazer exames e revisões anuais. A pessoa acha que se tiver glaucoma vai ficar cega. Mas, se tratado, o prognóstico é ótimo. É uma doença controlável. Se houver o rastreio das pessoas com glaucoma e tratamento precoce, a chance de não perder a visão é muito grande. Os casos mais graves são minoria."

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