Lupionópolis decreta estado de emergência
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 16 de agosto de 2000
Edna Mendes Enviada a Lupionópolis 
Em Lupionópolis (100 Km ao norte de Londrina), a tempestade na madrugada de ontem durou menos de um minuto, destelhou casas, derrubou árvores, postes, muros e deixou os moradores em pânico. Ninguém ficou ferido com mais gravidade. A prefeitura decretou estado de emergência. A zona rural não foi atingida. Cerca de 70 casas foram destalhadas. O bairro mais atingido foi a Vila Paraíso. Pelo menos 100 árvores foram derrubadas com o vento. O muro da Associação dos Servidores Municipais não resistiu e desabou.
Segundo os moradores, a tempestade, precedida de chuva de granizo, foi tão rápida que não deu tempo de socorrer móveis e eletrodomésticos. A chuva invadiu muitas casas, inclusive a do prefeito José Antonio Jerônimo (PFL).
Ontem, o Corpo de Bombeiros e a prefeitura encaminharam o levantamento dos estragos para a Defesa Civil. O prefeito disse que o município não tem recursos para fazer os reparos necessários. Ele calcula que serão necessários cerca de R$ 50 mil e espera ajuda do Estado. A rede de energia elétrica e o serviço de telefonia também foram atingidos. Parte da cidade só teve os telefones restabelecidos na manhã de ontem.
A dona de casa Nair Raimundo Norato, 73 anos, teve todo o telhado da sala de sua casa arrancado pelo vento. Fiquei apavorada, mas não deu tempo nem de socorrer a televisão. Foi horrível, minhas cortinas e quadros foram parar na rua, contou.
O Sistema Metereológico do Paraná (Simepar) informou que as estações metereológicas da região não registraram a intensidade dos ventos. O órgão não descarta a possibilidade de ocorrência de ventos fortes e chuvas nos próximos dias por causa da mudança climática.


