Luciene será finalmente enterrada
Finalmente, depois de muitas brigas judiciais e acusações entre famílias, a curitibana Luciene de Paula Ribeiro Smolarek vai ser enterrada. Morta no Chile há 52 dias, a jovem será sepultada às 9 horas, no cemitério do Água Verde, em Curitiba.
A autorização foi dada ontem pelo juiz-chefe da Central de Inquéritos, Fernando Ferreira de Moraes, depois da realização da necrópsia feita pelo Instituto Médico Legal (IML). Com o enterro, fica pendente a principal dúvida do caso, que é a autoria do crime, atribuída ao marido de Luciene, Aristóteles Smolarek, pela polícia chilena.
Ontem pela manhã, o IML realizou os últimos exames de confirmação da identidade, solicitado judicialmente pelos pais de Luciene - Paulo e Maria Judite de Paula -, que duvidavam do corpo vindo do Chile. Durante a confrontação da identidade, a família pôde participar do exame, que havia sido proibida anteriormente pelo diretor do órgão, Francisco Morais e Silva.
Paulo e Maria Judite reconheceram a filha por características secundárias (como tamanho de mãos, pés e falha nos dentes). O rosto de Luciene estava desfigurado, em consequência da fratura de crânio, provocada por um golpe contundente, que causou a morte. Quanto ao exame para verificar a gravidez da jovem,
o advogado da família, Dioclécio Alves de Oliveira, disse que o resultado da perícia do útero de Luciene sai em 20 dias.
Dioclécio disse que o velório da jovem será realizado no cemitério escolhido por Aristóteles Smolarek. Havia um acordo entre as partes e resolvemos respeitar para não postergar mais o sofrimento da família, disse. Quanto à custódia da filha de Luciene, Vanessa Smolarek, Oliveira informou que o caso será resolvido judicialmente, porque as duas famílias brigam pela guarda. Atualmente, Vanessa está com Aristóteles Smolarek.
O advogado do acusado, Osmann de Oliveira, disse que Luciene pode ter sido morta num assalto. Não foi o Smolarek. Pode ter sido um assalto, o corpo estava todo mutilado, afirmou. Oliveira anunciou que viajará ao Chile para ver como está o processo que apura a morte.





