A legislação de Maringá exige que qualquer loteamento tenha infra-estrutura, como pavimentação, rede de água e de energia elétrica. Essas exigências são comuns na maioria dos municípios do País mas os loteadores não se conformam com ela. ‘‘Dependendo da localização da área o investimento não compensa’’, alega o imobiliarista Aerce Franco.
Mesmo assim, apenas no ano passado seis novos loteamentos foram liberados pela prefeitura. Pelos cálculos de Franco, hoje são mais de 10 áreas loteadas, algumas com todos os terrenos vendidos em poucos meses. Ele explica que quando a infra-estrutura fica por conta do proprietário, o retorno financeiro pode compensar. ‘‘Se o empreendedor tiver que comprar o terreno para implantar água, luz e asfalto, o preço fica fora da realidade de mercado’’, afirma.
Franco admite que o ideal é mesmo a ocupação dos espaços vazios entre o centro e os bairros de Maringá. ‘‘A cidade tem ótimos terrenos em área urbana que poderiam ser facilmente comercializados devido a localização privilegiada.’’
O vazio urbano mais recente de Maringá é o Novo Centro. A área, de 20 alqueires, era ocupada pelo pátio de manobras da Rede Ferroviária Federal. Um acerto entre o município e a RFFSA permitiu a mudança do pátio e a implantação de um projeto urbanístico para ocupação do local. No ano passado a Urbamar, empresa responsável pela urbanização do Novo Centro iniciou as vendas de terrenos na área.
Foram reservados 36 mil metros quadrados para comercialização. Parte dos terrenos foi repassada à construtora Cesbe, como forma de pagamento pelas obras do túnel ferroviário do Novo Centro. Do restante, apenas três terrenos foram vendidos. O projeto prevê a liberação da área para construção a partir da entrega do túnel ferroviário, que deve estar pronto ainda este ano.

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