Lote 5 terá a maior arrecadação
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terça-feira, 23 de junho de 1998
Giovani Ferreira 
O trecho da BR-376, entre Ponta Grossa e Curitiba, deve ser um dos principais filões de arrecadação da Concessionária Rodonorte, empresa responsável pela administração das rodovias do lote 5 do Anel de Integração, onde começou hoje a cobrança do pedágio. Nos 110 quilômetros entre as duas cidades existem duas praças de pedágio.
Na estação de Witmarsun, a 40 quilômetros de Ponta Grossa, a tarifa para carros de passeio é de R$ 3,20, enquanto que em São Luiz do Purunã o preço cobrado é de R$ 2,30. Uma média de 17 mil veículos passam por dia entre Ponta Grossa e Curitiba.
O lote 5 compreende no total 480,5 quilômetros, em rodovias que ligam Curitiba a Apucarana (BR-376), e Ponta Grossa a Jaguariaíva (PR-151). Esse é o maior trecho de concessão sob responsabilidade de uma única empresa. A Rodonorte, que irá administrar o lote 5 por 24 anos, deve faturar o equivalente a R$ 96 milhões a cada 12 meses.
Nos 480,5 quilômetros existem sete praças de pedágio, com preços que variam entre R$ 2,00 e R$ 3,20 para carros e R$ 4,00 até R$ 19,20 para caminhões. Para fazer o trajeto Ponta Grossa a Curitiba, por exemplo, o motorista de um automóvel vai gastar R$ 11,00 para ir e voltar.
Cinco das estações de pedágio estão na BR-376 - duas entre Curitiba e Ponta Grossa, e três entre Ponta Grossa e Apucarana. As outras duas estão na PR-151, entre Ponta Grossa e Carambeí, e Piraí do Sul e Jaguariaíva. A duplicação do lote 5, segundo o presidente da Rodonorte, também deve começar hoje, na BR-376, entre Mauá da Serra e Ortigueira.


